Saiu mais uma lista TOP500, que relaciona os 500 mais rápidos supercomputadores do mundo. A China domina a lista, não só com o primeiro colocado mas com 202 entre os 500, seguida pelos Estados Unidos com 143. Esses países obtiveram nesta lista, respectivamente, a melhor e a pior colocação no ranking desde que este foi criado há 25 anos.

Já o Brasil, que nunca foi uma potência científica, está ficando ainda mais defasado em relação aos outros. O supercomputador brasileiro Santos Dumont, maior da América Latina, deixou o Top 500.

No entanto, ainda que esses problemas não existissem, o Santos Dumont sairia do ranking de qualquer forma. A lista de junho colocava o Santos Dumont na 472ª colocação, alcançando um desempenho de 456,8 teraflops (456,8 trilhões de operações por segundo). Já no último ranking, o 500º colocado, Discover SCU11, operado pela NASA nos EUA, alcança um desempenho de 548,7 teraflops.
Inaugurado em janeiro de 2016, o supercomputador brasileiro custou R$ 60 milhões e atualmente é usado por 350 pesquisadores em cerca de 100 pesquisas científicas, inclusive envolvendo doenças como zika, alzheimer e câncer. Na época em que foi ameaçado de desligamento, seu custo operacional era da ordem de R$ 6 milhões por ano, e o orçamento do LNCC para 2017 é de apenas R$ 9 milhões após os cortes.
Pobre ciência brasileira...
Pobre ciência brasileira...