quinta-feira, 1 de março de 2018

FOG COMPUTING, UMA TECNOLOGIA QUE DEVE GANHAR IMPORTÂNCIA


A expressão Fog Computing pode ser traduzida como Computação na Névoa, em oposição à Computação na Nuvem. Também é usada a expressão Edge Computing, algo como “Computação na Ponta”.

A ideia básica é processar dados o mais perto possível do ponto onde são coletados e do usuário final, seja em seu próprio aparelho, um smartphone ou dispositivo inteligente, seja em um roteador Wi-Fi ou uma estação rádio base de telefonia celular. Na prática, é o contrário da Computação na Nuvem, em que os dados precisam ser transportados até um servidor, onde são processados, e de lá retorna uma resposta para o aparelho na ponta. Eventualmente alguns dados ou consolidações podem ser transmitidas à nuvem.

Algumas vantagens de Fog Computing são bastante claras tais como a redução da latência (tempo decorrido entre a coleta de um dado, transmissão, processamento e devolução para a ponta), o que é fundamental para aplicações de carros autônomos e drones que precisam reagir rapidamente a dados que captam; a garantia de privacidade de dados pessoais, que deixam de ir para a nuvem e passam a ser tratados localmente; e a disponibilidade, pois redes  e aplicações locais seguiriam funcionando mesmo se perderem a conexão a nuvem ou com a estrutura de processamento localizada à distância e os custos operacionais, pois a transmissão ainda é cara.

Na prática, Fog Computing permite ampliar a utilização de inteligência artificial viabilizando sua utilização em veículos terrestres autônomos, drones, controle de tráfego urbano e   de espaço aéreo. Muito interessantes são as possibilidades de aplicações no ambiente industrial, vinculadas à Internet das Coisas (IoT).

Isso deve afetar também o mercado de trabalho: durante o Mobile World Congress, realizado recentemente em Barcelona, Rand Hind, CEO da empresa francesa Snips que atua na área de Inteligência Artificial disse que “o mercado demanda agora menos pesquisadores de Inteligência Artificial e mais engenheiros capazes de aplicá-la aos negócios. Você não precisa inventar a tecnologia que usa. O Google não inventou a Internet. Não acredito que a maior companhia de IA será uma inventora de IA. A tecnologia sempre pode ser replicada. Os dados é que precisam ser protegidos”.

Assim, Fog Computing é, ao menos no momento, uma tecnologia que precisa ser observada com muita atenção.