A expressão Fog
Computing pode ser traduzida como Computação na Névoa, em oposição à Computação
na Nuvem. Também é usada a expressão Edge Computing, algo como “Computação na
Ponta”.

Algumas vantagens
de Fog Computing são bastante claras tais como a redução da latência (tempo
decorrido entre a coleta de um dado, transmissão, processamento e devolução
para a ponta), o que é fundamental para aplicações de carros autônomos e drones
que precisam reagir rapidamente a dados que captam; a garantia de privacidade
de dados pessoais, que deixam de ir para a nuvem e passam a ser tratados
localmente; e a disponibilidade, pois redes e aplicações locais seguiriam funcionando
mesmo se perderem a conexão a nuvem ou com a estrutura de processamento localizada
à distância e os custos operacionais, pois a transmissão ainda é cara.
Na prática, Fog
Computing permite ampliar a utilização de inteligência artificial viabilizando
sua utilização em veículos terrestres autônomos, drones, controle de tráfego
urbano e de espaço aéreo. Muito interessantes são as
possibilidades de aplicações no ambiente industrial, vinculadas à Internet das
Coisas (IoT).
Isso deve afetar
também o mercado de trabalho: durante o Mobile World Congress, realizado
recentemente em Barcelona, Rand Hind, CEO da empresa francesa Snips que atua na
área de Inteligência Artificial disse que “o mercado demanda agora menos
pesquisadores de Inteligência Artificial e mais engenheiros capazes de
aplicá-la aos negócios. Você não precisa inventar a tecnologia que usa. O
Google não inventou a Internet. Não acredito que a maior companhia de IA será
uma inventora de IA. A tecnologia sempre pode ser replicada. Os dados é que
precisam ser protegidos”.
Assim, Fog
Computing é, ao menos no momento, uma tecnologia que precisa ser observada com muita
atenção.