Mas ao inventar as esteiras, não estava pensando em um instrumento voltado ao "fitness", mas sim fazer os prisioneiros ingleses trabalharem duramente.
Elas eram chamadas "penal treadmills" ou "penal wheels" e não se pareciam com as esteiras atuais, como a ilustração abaixo nos mostra:
A ideia era castigar os prisioneiros, dando-lhes um trabalho sem sentido, e que os esgotasse fisicamente - isso ajustava-se às crenças vitorianas no sentido de que crimes deviam ser expiados através de trabalho duro - quase sempre eram jornadas de pelo menos 6 horas ao dia, o que equivalia a subir degraus numa extensão de 3 a 4 mil metros, embora em alguns lugares, como na prisão de Warwick fossem exigidas 10 horas, equivalente a uma subida de 5 quilômetros.
Uma publicação de 1875 disse que essas máquinas foram responsáveis por uma grande melhora na disciplina das prisões - elas seriam "um castigo preventivo".
Alguns funcionários das prisões tiveram a ideia de conectar as "penal treadmills" a moinhos de milho, de forma a que os esforços dos presos tivesse alguma utilidade; Cubitt desenvolveu um projeto nesse sentido, implantado na prisão de Brixton: 24 prisioneiros trabalhando em silêncio, iam se deslocando da esquerda para a direita, dando a cada um o direito de descansar 12 minutos a cada hora de trabalho.
O escritor Oscar Wilde (foto ao lado), foi empregado em uma dessas máquinas na prisão de Pentonville, por ter sido condenado em 1895 a trabalhos forçados por homossexualidade, que naquela época era crime; deixou a prisão em 1897 e morreu dois anos depois, aos 46 anos de idade.
Apenas em 1902, as "penal treadmills" deixaram de ser utilizadas na Inglaterra.