terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cresce o mercado de phablets

Os smartphones  com telas maiores, entre 5 e 6,9 polegadas, vem sendo chamados “phablets”, resultado da fusão dos termos “phone” e “tablet”.
Essas máquinas estão se tornando cada vez mais populares, especialmente em função da facilidade de uso ditada pelas telas maiores. A Flurry, empresa que monitora o uso de apps em smartphones no mundo inteiro, fez um levantamento para medir o crescimento da popularidade dos mesmos ao longo do último ano.
Para tanto, avaliou uma amostra com quase 60 mil aparelhos em fevereiro de 2013 e em janeiro de 2014. Nesse intervalo, em termos de variedade de modelos, os phablets subiram de 2% para 10% do total. No que diz respeito à base de usuários ativos, os phablets cresceram de 3% para 6%. E o que chamou mais a atenção da empresa foi a participação dos phablets no volume total de sessões de apps saltou de 3% para 11%, completamente desproporcional à sua base de usuários ativos. Isso significa que donos de phablets abrem mais vezes seus apps do que os outros.
Os demais tipos de máquinas foram classificados da seguinte maneira pela Flurry: smartphones pequenos (até 3,5 polegadas), smartphones médios (3,5 a 4,9 polegadas), tablets pequenos (7 a 8,5 polegadas), tablets (acima de 8,5 polegadas). Enquanto cresceu a variedade de modelos de phablets, diminuiu aquela de smartphones pequenos e médios; os primeiros caíram de 16% para 12% e o segundos, de 69% para 67%, mais uma vez confirmando a tendência de ascenção dos phablets.
Em base de usuários ativos, novamente os phablets roubaram participação de smartphones pequenos e médios. Os pequenos tiveram sua fatia reduzida de 7% para 4%. E os médios, de 72% para 68%. Tablets pequenos cresceram de 5% para 7% e tablets com mais de 8,5 polegadas, de 13% para 15%.
A participação no volume de sessões de apps caiu de 4% para 3% entre smartphones pequenos; de 76% para 71%, em smartphones médios; e de 13% para 10%, entre tablets acima de 8,5 polegadas. Neste quesito, tablets pequenos aumentaram de 4% para 5%.
A Flurry mediu também o tempo gasto com leitura de livros de acordo com o tamanho da tela do aparelho. Como era de se imaginar, quanto maior a tela, mais tempo gasto com leitura, provavelmente porque a atividade fica mais cômoda para os olhos. A participação dos phablets cresceu de 3% para 10% em um ano. Aquela de tablets pequenos saltou de 5% para 34%. E, entre tablets acima de 8,5 polegadas, aumentou de 5% para 9%. Enquanto isso, a participação de smartphones médios no tempo de leitura de livros desabou de 83% para 44% no mesmo intervalo.
A seguir, um vídeo do New York Times falando do crescimento dos phablets.