Os criminosos que o utilizam geralmente têm como estratégia pedir valores relativamente pequenos, para que as vítimas paguem rapidamente ao invés de procurarem outras soluções, como o envolvimento da polícia, por exemplo - isso quase sempre é inútil, pois na maior parte dos casos o golpe é aplicado a partir do exterior.
Empresas de grande porte, que utilizam poderosos sistemas de segurança da informação, usualmente não se tornam vítimas desse crime.
Mas nos últimos dias, aconteceram dois casos envolvendo grandes corporações; no primeiro, a vítima foi a Garmin, uma empresa americana que desenvolve produtos de consumo baseados em GPS. Inicialmente a Garmin tentou ocultar o fato, dizendo que seus sistemas estavam fora do ar para manutenção, mas algumas horas depois admitiu ter sido atacada; ao que consta, a empresa pagou dez milhões de dólares para voltar a ter acesso aos seus dados.
A vítima agora é a japonesa Canon, conhecido por produzir câmeras fotográficas e de vídeo, fotocopiadoras etc. A empresa não admite publicamente tratar-se de ransomware, mas diz “estar investigando problemas que afetam seus sistemas”.

Vamos aguardar o desdobramento do caso, mas desde já é importante que todos se conscientizem da necessidade de adotar fortes medidas para a segurança de seus dados.