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O fonógrafo |
As vitrolas, conhecidas na atualidade como
toca-discos, tem suas origens nos antigos fonógrafos, tendo recebido esse nome
em função da empresa que as fabricou entre 1901 e 1929, a The Victor Talking Machine Company.
O fonógrafo, primeiro equipamento que reproduzia sons, foi lançado por
Thomas Edison em 1877; os sons eram armazenados em cilindros de metal. Depois, o cilindro foi substituído pelos discos,
inicialmente feitos de cera, depois de baquelite, até chegar-se ao vinil
no fim da década de 1940.
Nessa época,
pré TV, as radio vitrolas, conjunto de
rádio e toca-discos instalados em elegantes móveis eram as rainhas das salas de
estar das casas brasileiras; eram fabricadas por empresas tradicionais, como
Philips, Zenith, Telefunken e outras.
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Uma rádio vitrola Philips |
Os discos de vinil foram
sucedidos pelas fitas cassete, CDs, DVDs e outros meios digitais; a Internet
parecia ser a tecnologia que mataria definitivamente a vitrola e os vinis, inclusive
aquele que a revista Rolling Stone considerou em 2003 o melhor álbum de todos
os tempos, o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, gravado pelos Beatles em
1967.
Mas a dupla vitrola/vinil vem ressurgindo: a Polysom, única
fabricante de discos de vinil da América Latina, produz cerca de 8 mil discos por mês. Havia
sido fechada, mas reaberta em 2011, vem registrando aumento na produção de
discos a cada ano; segundo a empresa, a qualidade do som é a maior responsável
pelo ressurgimento da tecnologia, além do gosto do público pelo retrô; o
público mais jovem também se interessa muito pelas vitrolas.
A Trapemix é
uma loja online especializada em produtos retrô
que vende
cerca de 500 toca-discos por mês – seu proprietário acredita que em
2014 serão vendidos 35% mais que em 2013.
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O CTX Classic |
Seus
aparelhos custam entre 650 e 2 mil
reais; o CTX Classic, modelo mais vendido do site, custa 770 reais; alguns
aparelhos à venda na Trapemix são capazes de converter o som do vinil em
arquivos MP3 e de se conectar por Bluetooth com tablets e smartphones.
É mais uma tecnologia que volta – a consciência de que isso pode acontecer é importante para aqueles que vivem
o ambiente empresarial.