males, como problemas de visão, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e até alterações cognitivas. Além disso, há impactos físicos como dores no pescoço e coluna e sociais, como isolamento e dependência.
Agora,
dermatologistas e fabricantes de cosméticos afirmam que o uso do celular também
pode estar mudando a forma como o pescoço envelhece. Horas passadas
olhando para baixo, diante de celulares e outros dispositivos, estão
contribuindo para uma condição conhecida informalmente como “tech neck” (em
português, algo como “pescoço de tecnologia”), as linhas horizontais que se
formam no pescoço e se aprofundam com o tempo.
Essas marcas
não são novidade, mas sua visibilidade tem se tornado uma preocupação estética
crescente e uma oportunidade lucrativa para o mercado da beleza.
Segundo dados
da Harmony Healthcare IT, uma empresa especializada em gestão de dados de
saúde, os norte-americanos passam em média 5 horas e 16 minutos por dia no
celular; entre os jovens da Geração Z, aqueles nascidos entre meados da década
de 1990 e início dos anos 2010, esse número ultrapassa 6 horas e meia.
A indústria
está sendo rápida: marcas tradicionais atualizaram linhas de produtos e
campanhas para tratar os efeitos do uso diário de dispositivos. A Olay, que faz
parte do grupo Procter & Gamble lançou um tratamento com o slogan “Tech
Neck Got You Down? Give it a Lift” (algo como “Tech Neck levou você para baixo?
Levante-o”). Já a francesa RoC, que faz
parte do grupo Johnson & Johnson, desenvolveu um bastão hidratante
específico para o pescoço cujas vendas dispararam.
Empresas
menores foram além: a Solawave apostou em dispositivos de terapia com luz
vermelha (fotobiomodulação), enquanto a Brickell incluiu em seu manual de
cuidados uma seção intitulada “Como corrigir rugas de tech neck”. O guia
compara o ato de inclinar a cabeça 45 graus para baixo à aplicação de um peso
de 22 quilos sobre o pescoço.
Influenciadores
também estão surfando nessa onda: Molly J. Curley, promove um creme através de
anúncios pagos no Facebook e gerou vendas de US$ 500 mil em fevereiro.
A medicina
estética também está ganhando com essa onda: o cirurgião plástico nova-iorquino
Sam Rizk relatou aumento de 25% na procura por lifting de pescoço entre
pacientes na faixa dos 30 anos, principalmente em função das discussões sobre
tech neck.

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