domingo, 26 de abril de 2026

Os dez apps mais baixados no Brasil em março de 2026

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A tabela abaixo mostra os dez apps mais baixados no Brasil em março de 2026, segundo matéria do portal Mobile Time.


O aplicativo Gás do Povo, do governo federal, foi o app mais baixado no Brasil em março de 2026, com 4,9 milhões de downloads na App Store e na Google Play, de acordo com dados da AppMagic. O app de gestão do programa social de distribuição de botijões de gás ocupava a terceira posição em fevereiro.

Com a ascensão do Gás do Povo, o ChatGPT perdeu a liderança no Brasil, caindo para a segunda posição, com 4,4 milhões de downloads. Outros dois apps de assistentes de inteligência artificial generativa figuram no top 10 de março: Dola, da Bytedance (mesma criadora do TikTok), e Gemini, do Google, na quarta e oitava posições, respectivamente.

Duas redes sociais (TikTok e Instagram), um game (Block Blast!), um app de transporte e delivery (99), um banco (Nubank) e outro app de governo (Gov.br) completam a lista.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

VIBECODING FAZ AUMENTAR O NÚMERO DE APLICATIVOS NA APPSTORE

 
O número de novos apps na AppStore da Apple permaneceu estável por mais de 3 anos, mas dobrou repentinamente nos últimos 2 trimestres, conforme mostra o gráfico abaixo:


Acredita-se que esse fenômeno seja devido ao aumento do uso do vibecoding,  uma nova forma de programar em que a pessoa descreve o que deseja em linguagem natural e a inteligência artificial gera, ajusta e depura o código. 

O termo foi popularizado em 2025 por Andrej Karpathy e representa uma mudança de paradigma: em vez de escrever linha por linha, o desenvolvedor passa a orientar a IA com suas intenções e objetivos.

domingo, 12 de abril de 2026

Alguns videogames podem ajudar o cérebro



Muitos se preocupam com os efeitos negativos dos videogames sobre a cognição.

No entanto, pesquisas recentes dão conta que alguns games podem ajudar o cérebro a processar informações com mais eficiência e a se adaptar melhor a tarefas complexas.

Pesquisadores como os Professores C. Shawn Green, da Universidade de Wisconsin e Carlos Coronel, do Trinity College de Dublin, destacam que tanto a estrutura quanto o ritmo de determinados jogos trazem ganhos cognitivos. Estudos liderados por eles apontam benefícios distintos em diferentes games, especialmente nos de estratégia em tempo real e nos de ação acelerada.

Um estudo publicado em 2024 na revista NeuroImage comparou, por meio de exames de neuroimagem, 31 jogadores experientes de StarCraft II com 31 não jogadores - esse jogo exige alocação de recursos e coordenação de exércitos sob constante pressão temporal. Os pesquisadores observaram que os cérebros dos gamers eram “mais eficientes no processamento de informações”, com maior conectividade em áreas ligadas à atenção visual e à função executiva.

Em 2025, uma pesquisa divulgada pela Nature Communications ampliou os resultados, mostrando que cérebros de jogadores experientes aparentavam ser até quatro anos mais jovens do que sua idade cronológica. O Professor Coronel afirmou que a complexidade cognitiva dos games - assim como em atividades criativas como arte ou música - pode preservar conexões neurais vulneráveis ao envelhecimento e melhorar a capacidade de processamento mental.

Mesmo exposições moderadas mostraram efeitos mensuráveis. Participantes sem experiência que jogaram cerca de 30 horas de StarCraft II em algumas semanas apresentaram envelhecimento cerebral mais lento do que aqueles que praticavam o jogo de cartas Hearthstone. “Quanto mais você pratica, mais benefícios terá”, disse o Professor Coronel, ressaltando que melhorias surgem antes mesmo do atingimento de níveis avançados.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que hábitos saudáveis de jogo devem seguir os mesmos princípios da boa forma cerebral: diversidade e moderação. “Não posso dizer que jogar videogame por horas e horas será bom para a saúde mental”, ponderou o Professor Coronel. Equilibrar o tempo de jogo com atividade física, interação social e sono continua essencial.

O Professor Aaron Seitz, da Northeastern University, recomenda sessões de 30 a 60 minutos, explorando diferentes tipos de games, pois acredita que a variedade mantém a cognição afiada e incentiva adultos mais velhos a experimentar títulos novos, mesmo diante da frustração inicial. “Quando você começa a ficar bom, já não é útil. É preciso encarar o difícil e o incômodo”, disse.

Em síntese, os pesquisadores concordam: não há hábito único capaz de garantir cognição elevada ou envelhecimento cerebral mais lento. Para o Professor Coronel, manter o cérebro saudável exige “múltiplas camadas na vida” - atividades criativas, exercício, descanso, conexão social e desafios mentais como os jogos digitais.


domingo, 5 de abril de 2026

O pescoço na era digital: o “tech neck” vira alvo da indústria da beleza



O uso excessivo do celular traz uma série de
males, como problemas de visão, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e até alterações cognitivas.   Além disso, há impactos físicos como dores no pescoço e coluna e sociais, como isolamento e dependência.

Agora, dermatologistas e fabricantes de cosméticos afirmam que o uso do celular também pode estar mudando a forma como o pescoço envelhece. Horas passadas olhando para baixo, diante de celulares e outros dispositivos, estão contribuindo para uma condição conhecida informalmente como “tech neck” (em português, algo como “pescoço de tecnologia”), as linhas horizontais que se formam no pescoço e se aprofundam com o tempo.

Essas marcas não são novidade, mas sua visibilidade tem se tornado uma preocupação estética crescente e uma oportunidade lucrativa para o mercado da beleza.  

Segundo dados da Harmony Healthcare IT, uma empresa especializada em gestão de dados de saúde, os norte-americanos passam em média 5 horas e 16 minutos por dia no celular; entre os jovens da Geração Z, aqueles nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2010, esse número ultrapassa 6 horas e meia.

A indústria está sendo rápida: marcas tradicionais atualizaram linhas de produtos e campanhas para tratar os efeitos do uso diário de dispositivos. A Olay, que faz parte do grupo Procter & Gamble lançou um tratamento com o slogan “Tech Neck Got You Down? Give it a Lift” (algo como “Tech Neck levou você para baixo?  Levante-o”). Já a francesa RoC, que faz parte do grupo Johnson & Johnson, desenvolveu um bastão hidratante específico para o pescoço cujas vendas dispararam.

Empresas menores foram além: a Solawave apostou em dispositivos de terapia com luz vermelha (fotobiomodulação), enquanto a Brickell incluiu em seu manual de cuidados uma seção intitulada “Como corrigir rugas de tech neck”. O guia compara o ato de inclinar a cabeça 45 graus para baixo à aplicação de um peso de 22 quilos sobre o pescoço.

Influenciadores também estão surfando nessa onda: Molly J. Curley, promove um creme através de anúncios pagos no Facebook e gerou vendas de US$ 500 mil em fevereiro.

A medicina estética também está ganhando com essa onda: o cirurgião plástico nova-iorquino Sam Rizk relatou aumento de 25% na procura por lifting de pescoço entre pacientes na faixa dos 30 anos, principalmente em função das discussões sobre tech neck.

Curiosamente, ele faz uma recomendação que dispensa bisturi: um suporte de celular articulado que mantém a tela e o queixo erguidos. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

OpenAI agora vale US$ 852 bilhões, o equivalente a 7 Petrobras


Depois de anunciar o fechamento da maior rodada de investimento da história, colocando US$ 122 bilhões para dentro de seus cofres, a OpenAI chegou em incríveis US$ 852 bilhões de valor de mercado, em 31 de março passado. 

Como o gráfico mostra, isso equivale à soma de:


            • McDonald’s: US$ 222 bi 
            • Disney: US$ 171 bi
            • Boeing: US$ 156 bi
            • Uber: US$ 148 bi
            • Comcast: US$ 105 bi
            • Ford: US$ 46 bi

No entanto, em termos de receita gerada, a situação é completamente diferente. Enquanto a OpenAI gera US$ 20 bilhões de receita anual, as outras 6 empresas juntas geram US$ 535 bilhões, cerca de 27 vezes mais.

O tema deve ser acompanhado de perto, especialmente em função dos rumores acerca do possível estouro de uma bolha que atingiria principalmente as empresas de IA.

Fonte: Mobile Time