sábado, 20 de dezembro de 2025

China: de manufatura para robofatura

O número de robôs operando em fábricas
chinesas é maior do que a soma daqueles instalados no restante do mundo.

No final de 2024, mais de 2 milhões de robôs já estavam trabalhando nas fábricas chinesas; no mesmo ano, a  indústria daquele país instalou mais “mão robótica de obra” do que o resto do mundo somado, conforme informações do portal TechDrop mostradas abaixo: 

- China: 300 mil novos robôs instalados

- Japão: 46 mil unidades

- Estados Unidos: 37mil unidades

- Coreia do Sul: 31 mil unidades

- Alemanha: 28 mil unidades

Se até pouco tempo atrás a maioria desses robôs eram importados, o jogo virou no ano passado, quando praticamente 60% dos robôs instalados foram fabricados na China.

A indústria chinesa é responsável por cerca de 30% da produção industrial global, no valor de US$ 4,6 trilhões em 2024.

Se a utilização de robôs servir como indicador de tendências, parece que a China continuará como líder absoluta. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Inteligência artificial permitirá à HP eliminar 6 mil empregos

A decisão da HP de eliminar entre 4 mil e 6 mil postos de trabalho até 2028, em nome da eficiência e da inovação impulsionada pela inteligência artificial, é mais do que um movimento corporativo: é um sinal claro da transformação estrutural que vem atingindo o mercado de trabalho global.

O anúncio, acompanhado de uma projeção de queda dos lucros no próximo ano, revela o paradoxo vivido por grandes companhias de tecnologia: de um lado, a promessa de ganhos bilionários em função da inovação e aumento da produtividade; de outro, o impacto na vida de milhares de profissionais que serão substituídos por algoritmos.

Enrique Lores, presidente-executivo da HP, fala que a empresa vive uma “oportunidade significativa” para acelerar a inovação e melhorar a satisfação dos clientes. Mas a mensagem implícita é dura: equipes de desenvolvimento, operações e atendimento ao consumidor serão reduzidas para abrir espaço a máquinas que não pedem férias, não adoecem e não reivindicam direitos.

A National Foundation for Educational Research, ONG britânica voltada à pesquisa em educação, alerta que até 3 milhões de empregos de baixa/média qualificação podem desaparecer até 2035 naquele país, e diz que o anúncio da HP não é um caso isolado. Escritórios de advocacia, consultorias e fintechs já seguem o mesmo caminho, citando a IA como justificativa para cortes. A narrativa é sempre semelhante: menos pessoas, mais tecnologia, maior eficiência, maior lucro.

A questão que se impõe é se a sociedade está preparada para absorver esse impacto. A promessa de inovação não pode ser dissociada da responsabilidade social. Empresas como HP, Dell e Acer enfrentam não apenas o desafio de custos crescentes em termos de hardware e infraestrutura, mas também o desafio ético de como conduzir uma transição que não deixe milhões de pessoas à margem.

O futuro, ao que tudo indica, será inevitavelmente moldado pela inteligência artificial. Mas o ritmo dessa mudança, acelerado por pressões do mercado e dos acionistas, coloca em xeque a capacidade de governos, sindicatos e instituições educacionais oferecerem alternativas reais para quem perde espaço.

Apesar das projeções não tão boas para o próximo ano, a HP teve excelentes resultados financeiros no último trimestre, melhores que os esperados, e vê os PCs com recursos de IA representarem mais de 30% de suas vendas.

O dado é positivo para os investidores, mas para a sociedade, é um lembrete de que o avanço tecnológico, sem políticas de proteção e requalificação, significa progresso para uns e exclusão para muitos.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

TikTok oficializa aporte de R$ 200 bilhões para data center no Ceará

O TikTok confirmou um investimento de R$ 200 bilhões para a construção de um data center no Ceará. 

Segundo informações da Reuters e do portal g1, o complexo será instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, próximo a Fortaleza.  

A empresa afirmou que toda a operação será alimentada por energia eólica, proveniente de parques que estão sendo construídos especificamente para suprir essa demanda

O empreendimento será entregue em fases. A etapa inicial prevê um consumo de 300 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes. 

A expectativa é que o data center entre em operação em 2027, não estando disponíveis informações acerca dos empregos que serão gerados. 

Ambientalistas e moradores da região protestam contra a instalação do data center, alegando que o mesmo deve gerar carência de energia elétrica e água potável.